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Marco Aires
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Game Changers: de Engenheiro Civil a Tech Lead — Marco Aires


Na Fabamaq, acreditamos que muitas das melhores histórias de tecnologia começam fora dela. Histórias de quem construiu um percurso sólido noutra área e, num determinado momento, decidiu mudar o jogo.

Nesta edição da rubrica Game Changers, partilhamos a história do Marco Aires, que trocou o capacete de Engenheiro Civil pelo teclado de Tech Lead em Software Development. Uma reconversão de carreira feita com convicção, método e a certeza de que o crescimento profissional raramente acontece dentro da zona de conforto.


Da obra à linha de código

Aos 33 anos, Marco tem um percurso que poucos esperariam cruzar com o setor tecnológico.

Durante quatro anos trabalhou como Engenheiro Civil, primeiro como diretor de obra, depois na área de manutenção de uma cadeia de hotéis espanhola com operação em Portugal. Um trabalho exigente, dinâmico, cheio de responsabilidade.

E, ainda assim, chegou o momento em que sentiu que queria mais. 


"Não foi uma decisão tomada de ânimo leve. Estava a trabalhar numa área de que gostava, e continuo a gostar, mas senti que precisava de um novo desafio."


O que o atraiu para a tecnologia não foi uma rutura com o passado, mas precisamente a continuidade de um propósito. Para Marco, a Engenharia Civil e o desenvolvimento de software partilham mais do que parece. 

"Apesar de à primeira vista parecerem áreas bastante distintas, vejo muitos pontos em comum. Ambas procuram criar soluções para responder a necessidades reais das pessoas."

Essa ideia de construir com intenção e impacto foi o fio condutor que o levou a arriscar uma mudança de carreira para a tecnologia.


A decisão de abdicar do conforto para investir no futuro

Mudar de carreira implica sempre uma dose de incerteza. Para Marco, os receios foram reais e honestos. Por exemplo, a sensação de estar a "deixar para trás" anos de formação exigente, além da insegurança sobre se seria capaz de acompanhar quem já estava na área há mais tempo. Sem falar na dúvida sobre se haveria espaço para alguém sem o percurso tradicional em IT.

A forma como os ultrapassou é, talvez, a parte mais reveladora do seu carácter profissional. Em vez de se paralisar, concentrou-se na própria evolução. 


"O que mais me ajudou foi focar-me naquilo que podia controlar: dar o meu máximo e aproveitar cada oportunidade para estudar e aprender, sem medo de errar."


Houve também uma mudança de perspetiva fundamental. Marco deu-se conta de que não estava a começar do zero. Pelo contrário, as competências da Engenharia Civil, nomeadamente a organização, gestão da pressão, pensamento estruturado e foco na execução, eram uma base sólida para a transição. Em vez de uma bagagem inútil, nosso gamer trouxe consigo uma vantagem.

A preparação foi levada a sério. Marco despediu-se do emprego e inscreveu-se no programa SWITCH durante um ano letivo inteiro, com aulas das 9h às 17h. Porém, o estudo estendia-se a horas extra dedicadas a consolidar matéria, explorar temas com maior profundidade e desenvolver projetos próprios. Segundo ele, "foi provavelmente o ano em que mais estudei na vida."

Aliás, a intensidade foi um dos maiores desafios da reconversão. Depois de anos no mercado de trabalho, voltar a um ritmo de aprendizagem tão acelerado com linguagens, frameworks, lógica de programação, tudo ao mesmo tempo foi, nas suas palavras, "um grande choque nos primeiros meses".

Mas foi também uma escolha consciente. Afinal, queria chegar ao mercado de trabalho o mais preparado possível.


A entrada na Fabamaq: uma empresa que sabe receber

Quando chegou à Fabamaq, Marco sabia que tecnicamente ainda tinha muito caminho pela frente. O que não esperava ou pelo menos, não na mesma medida, era o ambiente que encontrou. "Costumo dizer que a Fabamaq é uma empresa que sabe receber. Desde o primeiro dia senti que havia espaço para aprender e tempo para me adaptar."

O contraste com o ambiente que conhecia foi marcante. Marco explica que, na direção de obra, a rotatividade é alta e, muitas vezes, as pessoas acabam por ser vistas quase como números. Na Fabamaq, encontrou um espaço onde se é bem recebido, existem condições para trabalhar com conforto e cada pessoa conta de facto.

"Em vez de sentir pressão negativa, senti confiança e responsabilidade para evoluir."  Um sentimento que fez toda a diferença para o futuro Tech Lead.


As competências que a obra ensinou e que o software valoriza

Um dos aspetos mais interessantes do percurso do Marco é a forma como as competências da Engenharia Civil se traduziram, de forma natural, para o desenvolvimento de software.

Em obra, gerem-se prazos, equipas, fornecedores e imprevistos em simultâneo. Aprende-se que não há espaço para entrar em pânico, pois é preciso priorizar, antecipar e resolver. E dizer "temos um problema" não chega: é preciso encontrar a solução, muitas vezes no momento, com impacto real no trabalho de muitas pessoas."Essa mentalidade de resolver e seguir em frente ficou muito em mim", conta.

Quando entrou na Fabamaq, Marco tinha a consciência de que levaria tempo até atingir o nível técnico que desejava. Mas também sabia que não chegava de mãos vazias. Dos tempos de engenheiro civil, trouxe responsabilidade, foco na execução e compromisso com o resultado. E foi isso, acredita, que o ajudou a conquistar o seu espaço.

Hoje, como Tech Lead em Software Development, essa herança continua presente na forma como aborda o planeamento, a antecipação de riscos e a gestão de prioridades dentro da equipa.

E quando se pede ao Marco que identifique o seu maior ganho desde que entrou na área tecnológica, a resposta não é técnica.


"A maior conquista foi perceber que aquele receio inicial de não saber se haveria espaço para mim nesta área era apenas a insegurança natural de quem está a começar algo novo."


O percurso mostrou-lhe que há sempre espaço para quem se compromete verdadeiramente. Que a dedicação, a consistência e a atitude fazem a diferença, mesmo sem o percurso tradicional, mesmo sem anos de experiência em IT desde o início.

Passar da dúvida para a confiança foi, para ele, a vitória mais importante.Faz parte de equipas que ganham com a diversidade de percursos e acredita que é precisamente essa mistura de perspetivas que amplia a forma como os desafios são pensados e abordados na Fabamaq.


O que diz a quem pondera mudar de carreira para a tecnologia

A reconversão de carreira para a tecnologia é um tema cada vez mais presente no mercado de trabalho português. E Marco tem uma mensagem clara para quem está a ponderar esse passo. "Diria para não terem medo e para serem honestos consigo próprios. Se sentem que querem mudar, que há algo que vos desperta interesse noutra área, vale a pena explorar."

A sensação de estabilidade, admite, pode ser enganadora. Às vezes protege-nos menos do que pensamos e prende-nos mais do que devia.

"Em certos momentos é preciso abdicar de algum conforto para crescer."


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