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Jose Neves technical artist at fabamaq
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A ferramenta não faz o artista: 6 segredos para dominar o workflow de Tech Art - José’s Tips

Tornar o que é complexo em algo simples é a parte mais difícil do desenvolvimento de jogos de casino. Na Fabamaq, uma empresa tecnológica do Porto especializada na área, acreditamos que um Technical Artist deve ser um mestre da abstração.

O especialista sénior José Neves partilha os seus 6 princípios para a otimização de fluxos de trabalho (workflows), demonstrando que o segredo de "dividir para conquistar" na produção reside nos fundamentos, e não apenas nas funcionalidades do software.


​1. Compreender a visão

Antes de se construir um único sistema, é essencial ter uma compreensão clara da proposta do produto. Quando uma equipa de desenvolvimento se junta a um projeto, o âmbito pode muitas vezes parecer confuso. A abordagem mais eficiente é pesquisar profundamente o tema e identificar, primeiro, as necessidades técnicas exatas.

Na Fabamaq, a filosofia é simples: fazer funcionar primeiro no papel. Ao reunir-se com pares e product owners logo no início, os Tech Artists conseguem abstrair partes complicadas, permitindo que o resto da equipa trabalhe com o mínimo de fricção.


jose neves technical artist na fabamaq
Menos software, mais estratégia: entende o desafio, domina as bases e comunica com clareza.

2. O poder dos fundamentos

A complexidade constrói-se sempre sobre um princípio. Quer se trate dos 12 Princípios da Animação, de exercícios de sintaxe como um “Hello World”, ou da otimização da cor digital, estes fundamentos funcionam como um verdadeiro mapa de orientação.

Dominar estas bases abre caminho para o uso consciente de funcionalidades mais avançadas. Como José Neves costuma salientar, começar com uma mentalidade rígida pode ser um dos maiores obstáculos à inovação. Compreender os “comos” de um problema torna-se muito mais simples quando se parte de princípios sólidos e comprovados, em vez de depender apenas de funcionalidades específicas de um software.


3. Não deixes que a ferramenta te limite


O software muda e, com o tempo, algumas ferramentas acabam por desaparecer. Os fundamentos, esses, são intemporais. Respeitar estes conceitos base é essencial para adquirir novas competências em qualquer contexto. No universo do Tech Art, a máquina é, na prática, uma tela em branco: faz exatamente aquilo que o artista lhe indica.

Para além do software mais comum na indústria, existe um vasto ecossistema de ferramentas open source que oferecem soluções poderosas para qualquer orçamento:

  • Edição de imagem/pintura digital: Krita (para pintura digital) e Affinity Photo (uma alternativa versátil ao Photoshop/Illustrator).
  • Vídeo & Motion:Kdenlive (edição rápida e eficiente) e Friction (animação nativa para web).
  • Composição:Natron (motor de composição baseado em nós, semelhante ao Houdini).
  • 3D:Blender, o standard da indústria.


4. Tornar simples é a parte mais difícil


Uma solução técnica verdadeiramente eficaz é aquela que qualquer pessoa consegue compreender. É comum ver especialistas técnicos apresentarem ideias complexas e receberem apenas “sorrisos, mas nenhuma pergunta”, o que é um sinal claro de que a mensagem essencial se perdeu.

Dominar Tech Art exige empatia e humildade. O objetivo é comunicar intenção. Em vez de explicar técnicas avançadas de manipulação de pixéis, um Tech Artist eficaz cria um ícone intuitivo, um botão que executa o script. O sucesso mede-se pelo conforto com que o utilizador final, quer seja um programador ou alguém da área comercial, utiliza as ferramentas disponibilizadas.


jose neves technical artist na fabamaq
Agilidade é liberdade: o talento reside no artista, o software é apenas o martelo.


5. Place-holding: dividir para conquistar


O place-holding é uma ferramenta estratégica para gerir expectativas e lidar com mudanças a médio prazo. O recurso a sketches simples, cortes conceptuais ou scripts simplificados permite à equipa visualizar o objetivo final desde cedo.

Esta abordagem de “dividir para conquistar” aumenta a produtividade ao garantir que as tarefas individuais não sejam bloqueadas à espera de assets definitivos. Além disso, oferece a stakeholders e product owners marcos visuais claros, facilitando o alinhamento de expectativas e a avaliação do impacto das alterações antes que estas comprometam o pipeline de produção.


6. Menos é mais: a arte de reutilizar

A otimização é o ponto de encontro entre criatividade e limitações técnicas. Quando se desenvolve para hardware específico ou para múltiplas plataformas, a memória de vídeo (VRAM) torna-se um recurso crítico.

O conceito Lego: imagina uma caixa infinita de peças Lego onde utilizas sempre a mesma peça base para construir uma estrutura gigante. Esta é a essência do instancing.

  • Dica prática: desenha gráficos em tons de cinzento para reduzir exponencialmente o tamanho dos ficheiros.
  • Resultado: ao recorrer às ferramentas do motor para colorir (tint/modulate) e transformar elementos através de escala e rotação, é possível alcançar um design coerente e de alta performance, construído a partir de uma única imagem.


Otimizar é poder: usa a inteligência do motor para superar as limitações do hardware.

Onde é que a técnica se transforma em impacto?


Na Fabamaq, ser um Senior Tech Artist é saber que a tecnologia serve o jogo, e não o contrário. Ao simplificar processos e focar nos resultados reais, por meio destes seus passos, transformamos limitações em vantagens competitivas. A pergunta não é qual o software que usas, mas sim quão longe consegues levar a tua visão com as ferramentas que tens.


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Não percas também a edição anterior de Gamer Tips, na qualThe Tool Doesn’t Make the Artist: 6 Secrets to Master Tech Art Workflows – José’s Tips a Patrícia partilha 6 dicas para transformar dados em melhoria operacional, ajudando-te a entender como as métricas podem guiar a evolução do teu produto.

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