Medicina, tecnologia e uma carreira diferente

 

Medicina, empreendedorismo e tecnologia. Será que os três conceitos cabem na mesma carreira? A história do Ivo Gonçalves prova que é possível. No início, a Medicina era o objetivo e foco central do gamer. Foi assim durante o curso na CESPU e os primeiros passos no mercado de trabalho. Neste percurso houve tempo para criar uma empresa após a conclusão de uma Pós-Graduação em Higiene e Segurança de Trabalho, mas a paixão pela tecnologia acabaria por falar mais alto do que o trabalho nos hospitais. Ivo Gonçalves voltou então a estudar e terminou o curso de Engenharia Informática que lhe abriu a porta de entrada na Fabamaq, onde está há mais de seis anos marcados por desafios diferentes. Queres saber mais sobre a carreira improvável deste developer da nossa equipa de Operating Systems? Lê as respostas abaixo :)

O que te levou a seguir um caminho profissional diferente da tua formação?

Quando estava a estudar no 12º ano, a decisão sobre o curso a seguir não foi fácil. Praticava um desporto de alta competição e tinha o sonho de seguir Medicina. Optei pelo curso de Cardiopneumologia, na CESPU - Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário em Famalicão, sempre com o objetivo de posteriormente mudar para Medicina. A verdade é que concluí o curso com sucesso e comecei a trabalhar em vários hospitais. Paralelamente decidi complementar a minha formação com uma Pós-Graduação em Higiene e Segurança de Trabalho e criei a minha própria empresa nessa área. 

Desde tenra idade que estou ligado à tecnologia e não me refiro só aos jogos. Sempre fui aficionado por gadgets. Tive acesso à internet quando ainda era muito novo e já fazia experiências em casa com sistemas operativos. Acho que posso dizer que o “bichinho” da tecnologia esteve sempre comigo. A mudança foi, por isso, natural. Não é que não me satisfizesse a área onde estava, mas achava que seria mais feliz em Informática. 

Assim, ainda a trabalhar, concluí os meus estudos em Engenharia Informática no ISPGAYA e realizei o meu estágio na FABAMAQ. A mudança em si não foi um processo difícil. Eu estava muito confiante. Sempre acreditei que, por gostar muito da área de Informática, ia correr bem. Acho que as estrelas se alinharam e vim parar à equipa certa no momento certo e na empresa certa.

Quais os desafios profissionais que já viveste na Fabamaq?

Quando entrei na FABAMAQ, enquanto estagiário, trabalhei num projeto muito aliciante que permitiria monitorizar remotamente os servidores de jogo e, consequentemente, as máquinas. Entretanto foi-me proposto o desafio de construção de sistemas de infotainment e tenho vindo a trabalhar nesse projeto ao longo dos últimos quatro anos. Faço parte da equipa de Operating Systems e um dos desafios mais recentes que me foi apresentado consiste na reconversão de todos os servidores em Windows numa solução desenvolvida por nós. 

Relativamente ao sistema de infotainment - solução onde são reproduzidos conteúdos audiovisuais dos jogos que desenvolvemos – penso que é uma solução com bastante impacto para os atuais e futuros jogadores. Falo concretamente da promoção das características mais impactantes dos jogos; eventos de prémios em tempo real como jackpots ou bónus; resumos dos últimos prémios pagos; mensagens informativas e outras características.

Onde se enquadra o teu trabalho no produto final entregue pela Fabamaq?

Para nós, Fabamaq, o sistema de infotainment é o entry point dos jogadores para os jogos desenvolvidos aqui. Logo, é de vital importância para o negócio. Os conteúdos são pensados para responderem às necessidades e às características culturais dos mercados e são desenvolvidos integralmente pela nossa equipa de design.

Acredito que o sistema influencia de forma significativa os jogadores pois estes podem ver, em antemão, como são os jogos que desenvolvemos, os prémios atribuídos e os valores dos jackpots e bónus. É também uma boa solução para explorar e explicar as temáticas abordadas e dar a conhecer a criatividade do jogo e, claro, dos designers da Fabamaq.

Atualmente como olhas para a mudança que escolheste para a tua carreira?

Olho para o processo de mudança naturalmente e sem arrependimentos. Sinto-me muito bem e mais feliz com a mudança que fiz. Aqui não tenho que lidar com problemas de pessoas, com a sua complexidade e a carga emocional que lhes está associada. Aqui os problemas são funcionais, são máquinas que não têm sentimentos e muitas vezes os desafios funcionais são mais fáceis de corrigir. 

Se quiseres saber mais sobre a nossa cultura e o que fazemos na Fabamaq clica aqui >>

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OCTOBER 03, 2019